A APROCAF realiza neste mês de março sua XVI Campanha de Prevenção e Combate à Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes.
Muito já se tem falado sobre esse tema. Mas, podemos refletir aqui como era no tempo de nossos avós. Sabemos que era raro o diálogo com os filhos. Os pais apenas olhavam para as crianças com um olhar bravo, sisudo e os filhos abaixavam suas cabeças. O pai era autoridade e os filhos tinham que respeitá-lo como tal. Ensinavam o respeito aos mais velhos, impunham limites. Eram felizes os filhos assim educados? Ou tinham que engolir suas lagrimas e dizerem: “sim senhor”. Hoje, os filhos estão mais independentes, mais empoderados, desafiando seus pais: “Pode bater! Não doeu nada! ” e os pais, às vezes, sentem-se desafiados, provocados e podem passar dos limites, e bater além da “conta”, espancando os filhos, tornando-se agressores.
Sabe-se que há uma relação entre o castigo corporal sofrido na infância e as agressividades e violências apresentadas nos comportamentos nas fases de adolescência e na vida adulta. Quando um pai ou mãe agride fisicamente seu filho, está passando a mensagem de que é assim que se resolvem os problemas e o mais forte é quem tem razão.
É isso que queremos para nossos filhos?
Crianças não precisam de “tapas” para aprenderem alguma coisa. Precisam de limites, de regras claras, precisam de pessoas que lhes ensinem como resolver as dificuldades da vida, que sejam seu “porto seguro”, que sejam exemplos a serem seguidos, que expliquem o que podem e o que não podem fazer e qual a maneira certa de fazer. Precisam de pessoas que lhes ensinem os valores, o respeito ao outro, que entre pais e filhos haja diálogo, compreensão, carinho e que se sintam amadas e respeitadas, afinal são sujeitos de direitos.
Não existe dentro de uma casa só violência física. Existem outras, como a negligência, a sexual e a violência psicológica que acompanha as outras. Todas elas machucam demais e são causadoras de traumas infantis. Você sabia que quando seu filho presencia suas discussões e às vezes até a violência praticada contra sua esposa ou esposo, ele está sofrendo uma violência? É a testemunhal, causadora de tantos transtornos psicológicos.
Todas elas são hoje consideradas crimes, passíveis de denúncias e punições.
Ame seu filho, respeite-o como ele é, com todas as deficiências que possa ter, afinal ele é SEU filho e está aqui porque você o colocou nesse mundo. Assim sendo, você é responsável por ele, por este ser que depende de você enquanto criança e adolescente.
Mércia Fuzetti de Almeida Troncon, psicóloga colaboradora da APROCAF.
Clique aqui para baixar o Folder da Campanha




